Segunda-feira, Novembro 02, 2009
Acho que posso finalmente dizer, não sem uma relativa intranquilidade, que ainda não foi o H1N1 que me levou desta vida (mas bem tentou, o sacana).
Nos entretantos, recebi isto:
"Estás melhor? Precisas de alguma coisa? Se o resultado for positivo, prometes tossir para cima de mim?"
Domingo, Novembro 01, 2009
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Sábado, Outubro 24, 2009
Quarta-feira, Outubro 21, 2009
Terça-feira, Outubro 20, 2009
(está ali escrito o nome do senhor realizador)
2008
4* e 1/2
Absolutamente inesquecível, este filme. Descrevendo de forma minuciosamente encantadora um fim de semana numa família oriental, traça de forma perspicaz aquilo que é universal a todo o ser humano.
Os pormenores.
Os pormaiores.
A imagem deliciosa do ritual de descascar os legumes que abre o filme, a cumplicidade mãe-filha, a exposição da dinâmica familiar, a preparação feliz da hospitalidade.
As pequenas coisas com que vamos apanhando o espaço de cada um, em que nos identificamos, em que nos revemos.
As expressões, as cativantes retenções orientais, a elegância da timidez, a agitação serena.
Os grandes planos, as pausas que ampliam tudo o que nos escapa.
Tudo.
Tudo o que deixamos escapar.
Tudo o que na nossa própria vida existiu e nós não vimos. O olhar baixo de alguém, o brilho, o orgulho, o que não chegou a ser.
Tudo o que da vida se acumula.
A vida no que ela é, guardada em objectos de transição.
O retorno à casa dos pais. As alianças que se repetem num padrão vitalício, que desprezamos tanto quanto precisamos delas.
Todas as vidas que contemos dentro de nós. Ser irmão, ser filho, ser menino,
(o teu pai também já foi menino)
ser homem, ser pai, ser alguém, ser o resto do que se foi, deixar de ser.
Nesta família, em particular (como nas outras?), tudo é bem mais denso e complexo do que se permite parecer.
A morte prematura e injustificável do filho mais velho (o herdeiro, o potencial) ao salvar uma criança no mar sobressiste de forma aceitável e é o motivo da reunião anual.
Revive-se a memória da circunstância, silencia-se a incredulidade da morte, lamenta-se tudo a que o ser humano ficou privado de viver. Redefine-se o que sobrou desse golpe - o filho que sobrou e a filha distraída (prática?)
Os pais, amargos.
O convite da criança salva, ano após ano, numa reafirmação de se ter perdido uma vida grande para se salvar uma vida inútil.
A alegria inata das crianças e, mais uma vez, a sensatez que transpira desde o início daqueles meninos calados.
(continua a maravilhar-me o belíssimo sorriso das crianças... a forma como eles riem com os olhos... e não deixam qualquer margem de segurança... nem fogem com o olhar... eles são a vida em bruto, forte e imaculada)
A visita à campa.
O resvalo patológico , o pensamento mágico que permite alimentar a ilusão de uma vida pós-morte com o efeito apaziguador necessário para se continuar a viver.
Nada há de mais intolerável do que uma mãe vir rezar a uma campa de um filho.
A decadência física dos pais. As bengalas. As marchas hesitantes, a quase perda da dignidade da velhice, os jovens a correr (o pior de ser velho é ter sido novo, dizia o condutor do cortador de relva do David Lynch)
O duro processo de envelhecimento a que assistimos, impotentes, para um dia chegarmos até ele, num perpétuo ciclo inadiável.
Os pais a dizerem adeus,
Os pais a dizerem adeus, como o meu pai me dizia adeus quando me levava à escola primária ou quando me deixava no comboio, no domingo à noite.
...
Terminámos todos o filme a limpar discretamente os olhos, enterrados nas cadeiras e a tentar perceber qual o melhor caminho de fuga para nos aguentarmos até ao sítio seguro onde pudéssemos chorar à vontade
- ou adiar, mais uma vez.
Domingo, Outubro 18, 2009
"At the outset of my mature life, before everything suddenly became so difficult, I had a great talent for being satisfied.
(...)
Something was beggining to happen to my brain akin to what happened when I first laid my eyes on the alphabet.
(...)
Is that what eternity is for, to muck over a lifetime's minutiae? who could have imagined that one would have forever to remember each minute of life down to its tiniest component?
(...)
What then provides you with spiritual sustenance? to whom do you pray when you need solace?
(...)
She laughed in antecipation. The laugh of a child being tickled.
(...)
Work - certain people yearn for work, any work, harsh or unsavory as it may be, to drain the harshness from their lives and drive from their minds the killing thoughts.
(...)
I had to stop for a while to find my voice and to recover from having been reduced by her words to being the tiny creature who is nothing but its need of perpetual nurture.
(...)
You be greater than your feelings. I don't demand this of you - life does."
(e os outros 9 que ficaram na estante da waterstone's?...)







