
That’s it?
The Savages
Hoje, no breve período de descanso do banco, passei os olhos por uma crónica de cinema na Actual e por acaso referenciava-se o filme que tinha pendente em casa, que chegou pela mão conhecedora do meu amigo L.
Mediocridade, era a palavra que sobressaltava, ressoando no plano da frente do cenário dos prémios previamente atribuídos ao filme.
Obviamente, cheguei a casa e vi-o.
O That’s it não é de desilusão pelo filme.
Reconheço com facilidade que… enfim… a fotografia é mundana, a banda sonora quase inexistente, as personagens vulgares, as interpretações quase mundanas.
O argumento prendeu-me. Como só poderia, aliás.
O momento Kodak no frigorífico certifica que existiu um passado vivo numa casa de dois idosos dementes.
A infância (excessiva e vitaliciamente) marcante justifica o afastamento das pessoas-previamente-constituintes-de-uma-família.
Os dois irmãos, derrotados pela sua falta de convicção em si próprios.
Ela, diferenciada e inteligente, agarrada a um careca repugnante casado que evita o tédio dos dias demasiado iguais, uma Bridget Jones ainda com índice de massa corporal sustentável pela desportista eléctrica das manhãs aeróbicas na tv. A carência cega.
O maldito gato estigma.
Ele, estagnado na sua análise superior da teia humana.
O pai, emocionalmente lúcido, baixando o volume da sua prótese auditiva, deixando-se morrer.
O cheiro repugnante da medicina interna que perpetuamente se auto evoca ao longo de todo o filme. (O meu medo de vir a ser uma médica putrefacta no meio do desinteresse frio dos outros)
A morte, por fim.
O peso da morte, afinal empreendedora.
Não sendo um filme magnífico, é um filme a conhecer.
The Savages
Hoje, no breve período de descanso do banco, passei os olhos por uma crónica de cinema na Actual e por acaso referenciava-se o filme que tinha pendente em casa, que chegou pela mão conhecedora do meu amigo L.
Mediocridade, era a palavra que sobressaltava, ressoando no plano da frente do cenário dos prémios previamente atribuídos ao filme.
Obviamente, cheguei a casa e vi-o.
O That’s it não é de desilusão pelo filme.
Reconheço com facilidade que… enfim… a fotografia é mundana, a banda sonora quase inexistente, as personagens vulgares, as interpretações quase mundanas.
O argumento prendeu-me. Como só poderia, aliás.
O momento Kodak no frigorífico certifica que existiu um passado vivo numa casa de dois idosos dementes.
A infância (excessiva e vitaliciamente) marcante justifica o afastamento das pessoas-previamente-constituintes-de-uma-família.
Os dois irmãos, derrotados pela sua falta de convicção em si próprios.
Ela, diferenciada e inteligente, agarrada a um careca repugnante casado que evita o tédio dos dias demasiado iguais, uma Bridget Jones ainda com índice de massa corporal sustentável pela desportista eléctrica das manhãs aeróbicas na tv. A carência cega.
O maldito gato estigma.
Ele, estagnado na sua análise superior da teia humana.
O pai, emocionalmente lúcido, baixando o volume da sua prótese auditiva, deixando-se morrer.
O cheiro repugnante da medicina interna que perpetuamente se auto evoca ao longo de todo o filme. (O meu medo de vir a ser uma médica putrefacta no meio do desinteresse frio dos outros)
A morte, por fim.
O peso da morte, afinal empreendedora.
Não sendo um filme magnífico, é um filme a conhecer.


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